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Síndrome do “algum dia”

Se você tivesse certeza que a sua vida terminaria em algumas semanas, qual seria seu maior arrependimento? A vida é imprevisível, você nunca sabe o que virá na próxima volta que o ponteiro do relógio dará. Muitos não estão vivendo uma vida plena, entusiástica e empolgante. Possivelmente, essas pessoas estão sofrendo da síndrome do “algum dia”. Vivem postergando a felicidade: “algum dia eu mudo de carreira”, “algum dia eu faço aquela viagem dos sonhos”, “algum dia eu faço esse curso”, “algum dia eu abandono essa relação abusiva” e por aí vai. Um dos grandes desafios para viver uma vida sem arrependimentos é ter a coragem e dar um basta em tantas desculpas para você mesmo. Acredite que HOJE pode ser o seu “algum dia”. Pense nisso.

A vida é curta para ser pequena

Todos nós temos a mesma quantidade de minutos no dia. Não há nada que você possa fazer para aumentar a duração do seu dia para 25 ou 30 horas. O fato é que estamos presos em 24 horas. O modo como você investe essas horas pode determinar o senso de realização. Como você está gastando o seu tempo? Pense nisso. 

Pense sobre isso!

Talvez nenhum lugar nos faça pensar tanto sobre a vida quanto um cemitério. Quando olhamos para uma lápide existe um detalhe muito importante ali. Aquela vida ficou reduzida às duas datas ligadas por um traço. Olhar para o traço, talvez, nos desperte para algumas questões: Pelo que ela viveu? Será que foi feliz? Será que amou alguém? Foi amada? Quais foram os seus erros e arrependimentos? Será que ela viveu tudo o que podia viver? Entenda que não podemos decidir onde queremos nascer, quem serão os nossos pais e muito menos as datas que serão escritas em nossa lápide. Não sabemos quando o nosso tempo acabará aqui na Terra. Podemos controlar apenas uma coisa: a forma como queremos viver o nosso traço. Como você está vivendo o seu? Está vivendo como realmente gostaria ou está simplesmente sobrevivendo? Pense sobre isso.

Não desista!

Talvez você esteja vivendo esse momento. A tempestade está atingindo a sua vida e nuvens escuras estão sobre você há vários dias, semanas ou anos. Você está prestes a perder a esperança porque você não consegue ver nada através da tempestade. Se você está quase desistindo, não faça isso! Como disse Winston Churchill: “Se estiver passando pelo inferno, continue caminhando.” 

A melhor maneira para se viver

Provavelmente você já viveu esse momento de fazer castelos na areia. Ficava horas tentando levantar torres e como qualquer criança se assustava quando uma onda chegava cada vez mais perto. Você vivia a esperança que aquele castelo iria permanecer de pé mas isso era apenas uma ilusão. Logo uma onda mais forte chegava e seu castelinho ia ao chão. Pessoas no final da sua vida percebem que viveram como esse castelo. Trabalharam sem parar, sempre priorizando aquilo que na verdade não era o mais importante para elas. A dura realidade é que aquilo que se esforçaram para construir não vai durar algumas ondas. Depois da morte, todas aquelas coisas serão varridas como um castelo de areia. Você e eu seremos esquecidos um dia. O que permanecerá será o impacto que causamos na vida das pessoas. Como temos vivido? O que tem sido prioridade em nossas vidas? Como nos relacionamos com aqueles que nos cercam? Vamos pensar sobre isso?

Chorar faz parte da vida

Choramos de alegria e choramos de tristeza. O choro marca o nascimento de um bebê e também a morte de um ente querido. Choramos por amor e pela dor. O choro pode vir por causa de uma bela demonstração de carinho ou uma traição inesperada. As lágrimas podem rolar em nosso rosto por uma grata surpresa ou por uma amarga decepção.
Dizem que chorar lava a alma, traz uma sensação de alívio. É como se as lágrimas levassem embora o nó na garganta. Para ser sincero, eu me sinto restaurado depois de chorar, e confesso que essa restauração vem, principalmente, quando choro aos pés de Jesus em oração. Ele disse: "Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados" (Mateus 5:4).
Para Jesus, nossas lágrimas são muito preciosas. Vemos em Lucas 7:37-50 sobre uma mulher pecadora e mal vista pela sociedade, que se lançou aos pés de Jesus e chorava tanto a ponto de lavar os Seus pés com lágrimas: "E se colocou atrás de Jesus, a seus pés. Chorando, começou a molhar-lhe os pés com as suas lágrimas. Depois os enxugou com seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume" (Lucas 7:38).
Acredito que aquela mulher não chorava de medo, de dor ou de remorso. Pelo contrário, penso que suas lágrimas eram lágrimas de quebrantamento - e é exatamente esse choro que toca o Senhor e O alegra. "...um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás" (Salmos 51:17). Aquela mulher chorou aos pés de Cristo porque foi tomada por Seu amor, surpreendida pela Sua misericórdia e constrangida pela Sua graça. Ao notar que o Senhor a aceitou do jeito que ela era, sem a acusar, ela não conseguiu guardar o sentimento de gratidão.
Pode ser que você esteja vivendo alguma situação que te faça chorar. Não sei se os últimos acontecimentos têm feito você chorar de tristeza ou de alegria. Mas eu tenho algo importante a dizer para você: Chore aos pés de Jesus!
Se você tomar a mesma atitude que aquela mulher tomou e chorar aos pés de Cristo, você sentirá uma imensa alegria, pois a paz do próprio Senhor virá sobre você. Talvez as circunstâncias não irãomudar da noite para o dia, mas você não dependerá mais das circunstâncias, pois os seus olhos estarão somente no Senhor. E tem mais: Com Cristo, você pode até chorar por toda uma noite, mas você saberá que "a alegria vem pela manhã" (Salmos 30:5).