O presidente Kennedy gostava de uma citação de Confúcio: "A vitória tem muitos pais, a derrota é uma orfã."
Nossa tendência é reivindicar crédito pelo sucesso e jogar a culpa pela derrota nas outras pessoas.
No entanto, é preciso saber exatamente qual o nosso papel na vitória, seja ele qual for. Se não tivermos clareza sobre isso, mitificaremos nossa participação e estaremos mal preparados para repetir o processo que realmente levou ao sucesso. Por outro lado, se negarmos nosso papel no fracasso, não aprenderemos com os nosso erros. Além do mais, no fundo, sabemos bem qual foi a parcela de responsabilidade que nos coube tanto no acerto quanto nas falhas.
É cômodo pensar que tudo que dá certo é produto das nossas habilidades pessoais e tudo que sai errado é culpa dos outros.
Mas essa não é certamente a forma de construir o sucesso, e mentir para nós mesmos nos empobrece.
Quando as pessoas têm de atribuir a responsabilidade por sucessos e fracassos, explicando como as coisas aconteceram, elas tendem a focar sete vezes mais na relevância de seus esforços ao descrever o sucesso do que ao descrever um fracasso.
Essa tendência é 19% maior entre trabalhadores menos experientes, que assumem mais crédito pelo sucesso e negam a culpa pelo fracasso e não aprendem nada do processo. (Moeller e Koeller, 2000)
Importante: Não seja como o camaleão, mudando suas cores objetivando seus interesses.